sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

(Para) psicologia

Do Ary, para todos:

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lazudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:

Poeta castrado não!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vícios e virtudes


Que eu sou do tipo de gente que é cheia de virtudes não é novidade para ninguém. Quem me conhece e quem se cruza comigo mais do que 2 minutos por dia sabe bem do que eu estou a falar: de presunção e água benta... ora bem, era disso mesmo. (não se incomodem os leitores, eu estava semi, a modos que a brincar). Acontece que nem tudo são pérolas...os vícios são fortes, pegam-se à pele e custa fazê-los sair...e custa mesmo (44 mocas quinzenais para o fármaco anti-tabagismo). Anyway, hoje fui a uma consulta de cessação tabágica e marquei o meu dia D (cigarros 0) para dia 1 Janeiro de 2010. Até lá, e a partir daí, vou ser EU, Nuno Ribeiro Ferreira + a bupropiona (o fármaco)+ as pastilhas elásticas...todos, os 3, a lutar contra o belo do cigarro.
O resultados possíveis são: (1) em Janeiro, voltar à consulta, dizer que nada funcionou e propor-me para a terapia com electrochoques (assim cura-se, pelo vistos, mais outras ceninhas...), (2) tudo correr bem, eu não pensar mais sequer em respirar o fumo do tabaco, fazer exercício (montes), ficar com um corpo daqueles não danone (que não gosto), mas mimosa que já é "mais bom", (3) eu sem fumar, sem fazer exercício, gordo que nem um texugo, a subir pelas paredes e a gritar com tudo o que é gente, cheio (mas cheínho mesmo) de "nervos".


Até lá, por favor, torçam por mim, digam coisas que me acalmem (e não o contrário), não me contrariem, não me contradigam, não me façam passar da cabeça... por favor, sim? É que o médico disse (disse e bem que eu bem ouvi) que eu sou um homem doente-quase, que está a tentar deixar de fumar e que NÃO PODE SER CONTRARIADO.


PS. Daqui para a frente, em todos os posts, vão registar-se o número de cigarros que fumei até então....o objectivo é que o número decresça até dia 1 Janeiro, dia em que, se todos os santinhos ajudarem, passarei ao regime O. Hoje, não registo número nenhum, porque esta treta toda só começa amanhã. (hihihi).


PS2 Eu não tenho as unhas pintadas, para que conste dos relatos. A imagem é uma metáfora visual.

O caminho faz-se andando



Os tempos são de mudança, absolutamente. Não é só um ano que se deita fora e se enterra na memória das coisas boas e das coisas más... mas é O ano que agora termina e que se afigura pilar e degrau último do ano que está para nascer.


Novas pessoas, novas palpitações, nova casa, um emprego que surge quase novo, uma carreira que nasce como uma agradável pincelada primordial de um quadro que está longe de estar concluído e exibido,um futuro que não sei como se vai apresentar...a única coisa que sei dele é que vai chegar para depois, quase instantâneamente, passar, ele próprio, a enterrar-se nas memórias de passado. É o ciclo do "foi, é e será", ciclo eternamente repetente e repetidamente eterno. O que se vive hoje, vai ser passado amanhã, e o que se viverá depois disso, será passado, quando, por ele, passar o tempo.


Mais... são sentimentos múltiplos, esboços de algo que há-de vir, um futuro incerto, duvidoso, que se contrói com certeza e medo ao mesmo tempo. O momento é agora e o caminho só se faz "andando".


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

(not yet) a home sweet home

Depois de algumas horas passadas em frente ao computador, a navegar pelo terrível mundo imobiliário, informo os (estimados) leitores deste (estimado) blog de que estou prestes a convulsivar efusivamente em cima deste teclado em que escrevo. A razão do terrível decréscimo do meu (novo) limiar convulsivo é simples: ou me aparecem casinhas de sonho, como a da foto (da qual eu serei proprietário certo quando trabalhar para a corporacion dermoelástica) e que, modestia à parte, encaixava que nem um fato de corte italiano da Boss na minha igualmente modesta pessoa, ou então, surgem-me outros "imóveis" , onde realmente o bom gosto e o decoro se "imobilizaram" algures no tempo perdido da peste bubónica, em que nem a mais reles das criaturas rastejantes gostaria de passar mais do que 2 minutos da sua já curta e miserável vida.


Como tal, resta-me suspirar (suspirei agora mesmo) e sonhar com aqueles ditos cujos fatos, que eu, de facto, um dia usarei quando estiver a abrir a porta da dita cuja casa, após um dia estafante passado a brincar aos médicos, num serviço de saúde ou corporacion perto de si. Por falar em fatos...KA-CHING!!

PS. o que vale é que, mal ou bem, até vou sendo feliz, assim com jeitinho e de vez em quando.



















terça-feira, 1 de dezembro de 2009